Pesquisa

2021 – Atual

Museus de ciências e Divulgação científica: investigando as emoções que derivam em diferentes contextos (mediação, educação CTSA e divulgação científica)

Discussões sobre Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente (CTSA) são recorrentes na sociedade, sendo sua compreensão essencial para permitir ao cidadão a tomada de decisão e a participação em debates públicos. Somam-se os processos de Divulgação Científica (DC) como potencializadores da alfabetização científica. Contextos em que os museus de ciências, como espaços de divulgação científica, têm sido cada vez mais chamados a contribuir. Espera-se que tudo o que é trabalhado no museu possa despertar o interesse do visitante e contribuir com o processo de construção de cidadania. Seja vinculada a CTSA ou a aspectos da DC, a mediação nestes espaços adquire um papel fundamental. Investigar como tem ocorrido as mediações, em especial as emoções que dela derivam, coloca-se como fundamental para entender a contribuição dos museus como disseminadores de conhecimentos, além de contribuir com melhorias nesses espaços. Essa proposta investigar aspectos emocionais, vinculados à percepção das relações CTSA e de temas controversos, por visitantes de museus de ciências e as emoções que derivam de ações de mediação. Os museus em questão são o Museu dos Dinossauros da Universidade Federal do Triângulo Mineiro e, o Museu Diversão com Ciência e Arte da Universidade Federal de Uberlândia. A proposta está estruturada em duas Ações de Pesquisa: AP1 – aspectos emocionais vinculados à percepção do público nas relações CTSA e temas controversos nos museus e, AP2 – emoções que derivam de ações de mediação com o visitante nos museus. A pesquisa apoia-se em abordagens metodológicas qualitativas com: uso de entrevistas, questionário, observação participante, gravação de visitas e, de oxímetro para levantamento de emoções. Os dados serão analisados a partir da análise de conteúdo, correntes de educação CTSA e classificação de emoções.

Financiador(es): Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais – Auxílio financeiro. CHAMADA FAPEMIG nº 01/2021 – DEMANDA UNIVERSAL. Parcerias: Universidade Federal de Uberlândia (colaboradora). Museu Diversão com Ciência e Arte (DICA/UFU). Museu dos Dinossauros (MD/UFTM).

2018 – Atual

EDUCAÇÃO NÃO FORMAL E DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA: Investigando a aproximação de saberes em diferentes contextos (museológicos, de formação de professores e de divulgação científica)

Descrição: Os espaços de educação não formal (ENF) e de divulgação científica (DC) são muito importantes para ações educativas, sejam elas destinadas ao público escolar ou geral. Contudo, é fato que os espaços externos as escolas têm sido interpretados por muitas pessoas apenas como fonte de entretenimento, descaracterizando sua função súmula de espaços educativos. Esta é uma situação inquietante para pesquisadores e professores. Pensar investigações em espaços de ENF se justifica em muitos aspectos, por exemplo, no fato de que a comunidade escolar ser o público mais assíduo destas instituições em todo o mundo. Ademais, são locais que propiciam e favorecem não apenas a aprendizagem em ciências, mas o crescimento pessoal do aluno seja nas interações com os pares ou no convívio sociocultural que ocorre nestes espaços, podendo oferecer novos significados para os estudos das salas de aula e, contribuir não apenas com a aprendizagem em ciências, mas também a formação cidadã do educando. Neste sentido, a presente pesquisa tem como elemento norteador a busca pela hermenêutica da ENF e da DC em diferentes contextos: museológicos, de formação de professores e de DC, congregando 10 (dez) campos de atuação, caracterizados como ações de pesquisa: AP1: Aproximação entre a EF e a ENF: a escola vai ao museu (!)(?); AP2: A relação museu-comunidade: vozes que construíram e constroem o Complexo Cultural e Científico de Peirópolis; AP3: ENF e Divulgação Científica: percepção pública da ciência em visitas a um planetário itinerante; AP4: ENF e Formação de professores; AP5: Mediação e Emoção: o papel dos mediadores no Museu dos Dinossauros do Complexo Cultural e Científico de Peirópolis; AP6: História da Ciência e Museus Virtuais: aproximações e afastamentos; AP7: O Museu dos Dinossauros: local de memórias e de Divulgação Científica; AP8: Museus de Uberaba/MG: análise do potencial científico-pedagógico e de acessibilidade dos espaços museológicos; AP9: Geoparque de Uberaba: os Geossítios e os Sítios Históricos e Culturais como espaços de ENF e de popularização da Ciência; AP10: ENF e popularização da ciência: olhando para além dos muros da Universidade. Tais ações comungam das mesmas temáticas e estão interligadas em especificidades que as definem (contextos, justificativas, objetivos e questões de pesquisa). O objetivo é promover uma investigação em que a ENF e DC sejam protagonistas. Com vistas às especificidades oriundas das diversas ações da pesquisa, considera-se uma abordagem de pesquisa qualitativa e quantitativa e, em um viés teórico-metodológico, diferentes constructos teóricos pautados, por exemplo, em: análise de conteúdo, losango didático, transposição didática-museológica, história oral, contextos de aprendizagem, design-based research.

2014 – 2018
Inovar e contextualizar o ensino: inserção e investigação do ensino de física solar no ensino médio

Descrição: Apoiada na promoção de “Práticas inovadoras no Ensino de Física do Ensino Médio” esta pesquisa busca a partir da temática Física Solar realizar um diálogo com a proposta curricular do Estado de Minas Gerais para o Ensino Médio. A escolha em trabalhar com a temática Sol é motivada por vários fatores, dentre eles: (i) ser um tema vivenciado por todos e pouco conhecido pelas pessoas e, (ii) por permitir uma abordagem contextual e interdisciplinar no Ensino de Física, abarcando diversos conteúdos de Física, Química, Matemática e Astrofísica. Em parceria com professores em atuação e licenciandos em Física da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), objetiva-se analisar teórica e empiricamente os obstáculos didático-pedagógicos, ligados à utilização da Física Solar, vinculados à inserção de práticas inovadoras no Ensino Médio; e as possibilidades de se trabalhar tópicos de Física Moderna nesta inserção, de modo contextualizado e interdisciplinar. A metodologia adotada é de cunho qualitativo, sendo os trabalhos guiados por meio da construção e utilização de Sequências de Ensino e Aprendizagem (SEA) em parceria com os professores e licenciandos participantes da pesquisa. Como instrumentos de análise e discussão dos dados utilizaremos os pressupostos teóricos do losango didático, suas dimensões epistêmica, relacionada à construção do conhecimento, e pedagógica relacionada às intervenções docente, proposta por Méheut e Psillos (2004).

Financiador(es): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – Auxílio financeiro.